
Porque
as pessoas se endividam? Porque joga contra a si mesmo? Adquirindo dívidas, e
conseqüentemente comprometendo sua tranqüilidade e o bem estar, seria um
auto-boicote?
Segundo o Banco Central (BC) o nível de endividamento das
famílias brasileiras já compromete 34,8% da sua renda anual (dados de 2009), de
acordo com cálculos divulgados pelo Banco Central no Relatório Trimestral de
Inflação. Há dois anos, segundo o BC, o valor dos empréstimos contraídos
correspondia a 26,7% da renda das famílias.
Os vilões são os empréstimos
consignados, financiamentos, cartões de crédito, cheque especial, as facilidades
na hora da compra e outras tantas tentações?
Porque as pessoas não
conseguem se livrar do vício do consumo?
Para entender essas questões recorro
a psicologia e psicanálise. Poderia muito bem seguir a corrente de pensamentos
dos economistas e financeiros que dissemina técnicas e ferramentas para o
controle financeiro pessoal e não aborda a parte comportamental das
pessoas.
Segundo a psicanalista Vera Rita de Mello Ferreira,
nossas emoções surgiram a milhares de anos antes da nossa razão, as emoções têm
raízes nos instintos, portanto operam de forma ‘meio’ animal. Visando muito mais
à nossa sobrevivência imediata do que o nosso aprimoramento.
A
Culpa é da mídia?
O mais comum é culpar o grande apelo de consumo da
mídia, a facilidade de credito ou talvez os mercenários que fazem tudo para
aplicar juros abusivos. Não inocento os protagonistas citados. Mas, acredito que
a mídia é o reflexo da sociedade, ou seja, a mídia transmite o que gera
audiência. Os bancos oferecem créditos a juros abusivos por que tem pessoas
interessadas e assim por diante.
De acordo com o estudo da
psicanálise, as pessoas vivem a base de ilusões. ilusões são respostas rápidas e
falsas. Acreditamos nelas porque gostaríamos muito que fosse possível encontrar
satisfação, as vitimas adorariam que aquela situação fosse real que fica míope.
Exemplo: a moça quer tanto perder aquela celulite que compra mesmo pela internet
(sem ninguém iludir) o creme miraculoso que promete acabar o problema em duas
semanas.
Precisamos de dinheiro para sobreviver, porém, não viver apenas
pelo dinheiro.
Afinal, por que nós nos preocupamos em ter dinheiro, que e
si, não vale nada ninguém se alimenta de notas ou moedas), ninguém constrói
casas com folhas de cheques etc. O dinheiro representa um meio para satisfazer
nossas necessidades e desejos.
PERFIS
DE CONSUMIDOR

I - Consumidor Compulsivo
• Compra itens que não necessita.
• É fortemente
atraído por palavras como: LIQUIDAÇÃO e PROMOÇÃO.
• Gasta mais do que
pode.
II -Consumidor Moderado
• Consome de forma racional e
equilibrada.
• Planeja a compra e pesquisa preços.
III - Consumidor Pão
Duro
• Sente mais prazer economizando do que consumindo.
• Prefere
privar-se de adquirir itens que lhe tragam mais conforto ao seu dia a dia para
não gastar.
Necessidades x Desejos

Necessidades: referem-se a aspectos básicos da condição humana: alimentar-se,
vestir-se, ter um lugar para morar, sexo etc. Quando essas necessidades não são
atendidas, o indivíduo vive numa condição subumana e deve lutar, com todas as
forças, para que essas demandas sejam atendidas. A determinação das
“necessidades” evoluiu com o passar dos séculos da civilização. Podem ser
consideradas como “necessidades” do mundo moderno o uso do telefone, da luz
elétrica, assim como o usufruto da educação de qualidade e do emprego. Essas
necessidades não existiam nas sociedades primitivas, ou mesmo rurais, dos
séculos passados.
Desejos: são manifestações de nossas vontades. Não são
necessidades. Posso mudar meus desejos e postergá-los. Mas não posso postergar a
fome, a sensação de frio e as doenças. Assim, tenho o livre-arbítrio em relação
aos meus desejos, mas não tenho em relação às minhas necessidades. Os desejos
nada mais são do que o modo como a sociedade nos mostrou para atendermos às
nossas necessidades.
No link abaixo, um vídeo da psicanalista
Vera Rita de Mello Ferreira:
http://www.youtube.com/watch?v=cxKyee56v8Y
Entrevista
para Revista Você S.A
CARTÃO
DE CRÉDITO: A SEU FAVOR

Por
Fabiana Morais*
Você já parou para pensar sobre as facilidades que são
apresentadas pelo uso
do Crédito atualmente? Casas, carros, aparelhos,
problemas financeiros tudo parece ter ficado fácil com a oferta demasiada do
Crédito em nosso cotidiano.
A própria palavra Crédito nos transmite uma
sensação de aceitação e bem estar por vir a nossa mente a idéia de que acreditam
em nós.
E uma dessas formas mágicas de felicidade é o velho e bom: Cartão de
Crédito. Um pedacinho de plástico colorido que funciona como uma varinha de
condão, certo? Errado. Por quê?
Não pensamos como esse recurso pode nos
trazer mais tristezas do que felicidade, pois se não soubermos usá-lo teremos
uma “Bola de Neve” a nossa frente.
O Cartão é o meio magnético eletrônico
que tem por trás um valor disponível (LIMITE) para podermos adquirir um bem no
presente e pagarmos num determinado prazo futuro. E é nesse aspecto que mora o
“perigo” quando chega a data de pagamento do uso do valor disponível devemos nos
atentar a alguns itens que não aparecem no momento que adquirimos o cartão ou na
hora da compra:
1° Se parcelarmos a compra temos de estar cientes que
poderá estar embutido juros no valor pelo financiamento que foi feito .Por isso,
no momento da compra temos de ter certeza que o parcelamento é isento de
juros.
2° Devemos ter um controle sobre os gastos no cartão porque no
pagamento da fatura podemos não dispor do valor total e se optarmos pelo chamado
Pagamento Mínimo , na fatura seguinte incidirão encargos e juros sobre o valor
deixado para pagamento posterior .
Veja o estilo das propagandas dos cartões de
crédito:
www.youtube.com/watch?v=063i9MKTlUY&feature=related
*
Aluna do curso: Pós-Graduação em Tecnologias na Aprendizagem – Senac São Paulo
DE
OLHO NA FATURA DO CARTÃO DE CRÉDITO

Pequenos
cuidados na hora das compras com cartão de crédito e na própria relação com as
operadoras dos cartões podem melhorar os custos do uso do chamado dinheiro de
plástico.
Por Reinaldo Domingos *
Anuidade - A maioria dos usuários de
cartões paga as anuidades sem questionar valores. Perdem, assim, uma boa
oportunidade de reduzir os custos pelo uso do dinheiro de plástico. O choro por
descontos normalmente é bem sucedido.Às vezes, chega-se à isenção total, mas a
média da concessão é de dois terços do valor. O usuário deve procurar a
operadora e argumentar que considera as taxas abusivas. No caso daqueles que
parcelaram seus débitos ou conseguem pagar apenas a parcela mínima há um
argumento maior: os altos custos dos juros aplicados sobre o financiamento do
débito. Em tempos de inadimplência alta, quem paga as parcelas em dia tem também
um bom respaldo para negociar o fim da anuidade.
Parcela
mínima e juros - Não é à toa que a possibilidade de se pagar
apenas a parcela mínima vem com um certo destaque nas faturas dos cartões. É bom
para as operadoras que o cliente prorrogue parte do pagamento. Elas passam a ter
ganhos
com os juros aplicados sobre o saldo restante, entre 10% e 14,5%. A
primeira dica é evitar entrar na roda da parcela mínima, exatamente para fugir
dos juros que podem dobrar o débito original em poucos meses. Para quem já fez
essa opção, uma saída é negociar os juros. Nesse caso, o usuário terá que
encerrar o limite de crédito e pedir desconto sobre as taxas para parcelar o
débito. O argumento são os próprios juros já pagos pelas parcelas anteriores do
financiamento.
Compras parceladas - Pequenas
parcelas em 10, 12 vezes são sedutoras aos olhos, mas podem virar armadilha para
o bolso. Antes de embarcar nas compras parceladas, o ideal é pesquisar o preço
do produto em outros locais e com outras condições de pagamento. Os juros
aplicados sobre as parcelas longas podem até triplicar o preço do produto. Além
da pesquisa, é recomendável fazer um planejamento de gastos anuais, um orçamento
que identifique possibilidade de compras para se ter controle financeiro dos
gastos.
Controle - As faturas detalham as
compras, identifica os locais, além dos valores individuais, mas não é exagero
fazer um controle próprio. Por isso, os usuários devem ter seu bloquinho de
anotação com todos os gastos e depois conferir com a fatura. É raro, mas pode
acontecer duplicidade de débito, por exemplo.
Saques - Os cartões oferecem, mas o usuário deve evitar recorrer a eles
para fazer saques em dinheiro. Se a pessoa estiver sem dinheiro e precisar se
capitalizar, a melhor saída é procurar um banco, não usar esse serviço do
cartão. Num banco ele vai pagar em torno de 2,5% ao mês de juros. A taxa do
cartão é de cerca de 6% ao mês.
Seguros -
Quando perde o cartão ou é roubado, o usuário normalmente faz boletim de
ocorrência e procura imediatamente a operadora para fazer o cancelamento. Isso
dispensa o pagamento de seguros que protegem os dois casos, em torno de 3 reais
atualmente. O custo com esse seguro, portanto, não deve ser aceito. Com o
respaldo do B.O, dificilmente o usuário terá problemas, caso seu cartão seja
usado por terceiros. O importante é que se tenha uma relação com telefones da
operadora e o número do cartão para facilitar o cancelamento
imediato.
Comprar seguro de vida das operadoras de cartão de crédito
também não é recomendável pelo fato de essa não ser a atividade fim delas. Há
casos de contratos com cláusulas restritivas que dificultam o resgate.
Não
esqueça de verificar se o total da compra está correto e se algum crédito que
você tenha a receber em sua conta foi lançado durante o cálculo total do valor
devido
Fonte:
http://vocesa.abril.com.br/organize-suas-financas/materia/olho-fatura-cartao-credito-486831.shtml
* Diretor da consultoria Financeiro24horas
CUIDADOS
QUE VOCÊ DEVE TER AO RECEBER A FATURA DO SEU CARTÃO DE CRÉDITO
Algumas dicas:
I -
Verifique se o pagamento que você fez no mês anterior foi recebido e
corretamente indicado no extrato.
II - Analise as compras detalhadas na
fatura e veja se os valores de seus recibos estão corretos.
III- No caso de
pagamento rotativo observe o pagamento mínimo e verifique qual é a sua taxa de
juros e como ela foi calculada.
IV -Não deixe de ver se o total da compra
está correto e se todos os créditos que você tem em sua conta foram considerados
no cálculo total do valor devido.
V - Analise a ilustração abaixo, para ter
um melhor entendimento sobre todos os campos indicados em seu extrato de cartão
de crédito.
Fonte:
http://www.financaspraticas.com.br/323510-Como-ler-uma-fatura-de-cartao-de-credito.note.aspx
I -
Verifique se o pagamento que você fez no mês anterior foi recebido e
corretamente indicado no extrato.
II - Analise as compras detalhadas na
fatura e veja se os valores de seus recibos estão corretos.
III- No caso de
pagamento rotativo observe o pagamento mínimo e verifique qual é a sua taxa de
juros e como ela foi calculada.
IV -Não deixe de ver se o total da compra
está correto e se todos os créditos que você tem em sua conta foram considerados
no cálculo total do valor devido.
V - Analise a ilustração abaixo, para ter
um melhor entendimento sobre todos os campos indicados em seu extrato de cartão
de crédito.
Fonte:
http://www.financaspraticas.com.br/323510-Como-ler-uma-fatura-de-cartao-de-credito.note.aspx
Fonte:
autores ABAIXO
ESCRITO PELOS
BLOG:
- Givaldo Fontes da
Cruz
Administrador de Empresas, com pós-graduação em Economia e
Gestão Estratégica de Negócios, pela PUC-SP, vários cursos e
especialização.
Atuação de mais 10 anos no setor de educação no SEBRAE-SP e
SENAC-SP, atuando nas áreas de mercado, desenvolvimento de produtos, soluções em
gestão para micros e pequenas empresas e gerenciamento de projetos.
Atuou
como professor (voluntário) na EDUCAFRO ministrando aula de
cidadania.
Lecionou as disciplinas: Plano de Negócios e Filosofia na
Faculdade Eniac.
Atualmente trabalha no Atendimento Corporativo do
SENAC-SP.
e-mail: givaldo_fontes@hotmail.com
- Fabiana Morais
Formada em Letras, já atuou
como professora. No momento trabalha como bancária.
ESCRITO PELOS
BLOG:
- Givaldo Fontes da
Cruz
Administrador de Empresas, com pós-graduação em Economia e
Gestão Estratégica de Negócios, pela PUC-SP, vários cursos e
especialização.
Atuação de mais 10 anos no setor de educação no SEBRAE-SP e
SENAC-SP, atuando nas áreas de mercado, desenvolvimento de produtos, soluções em
gestão para micros e pequenas empresas e gerenciamento de projetos.
Atuou
como professor (voluntário) na EDUCAFRO ministrando aula de
cidadania.
Lecionou as disciplinas: Plano de Negócios e Filosofia na
Faculdade Eniac.
Atualmente trabalha no Atendimento Corporativo do
SENAC-SP.
e-mail: givaldo_fontes@hotmail.com
- Fabiana Morais
Formada em Letras, já atuou
como professora. No momento trabalha como bancária.
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