terça-feira, 26 de julho de 2011

Escola da ponte no Brasil


Os esforços que estão sendo feitos para fazer com que nossas linhas de montagem chamadas escolas tão boas quanto as japonesas. Mas o que eu gostaria mesmo é de acabar com elas. Sonho com uma escola antiga, artesanal...
Impossível? Eu também pensava. Mas tive acesso sobre os procedimentos da escola de Portugal a “Escola da Ponte". os trabalho dos alunos: tem disciplina, concentração, alegria e eficiência.
Para entender é preciso esquecer quase tudo o que sabemos. A sabedoria precisa de esquecimento. Esquecer é livrar-se dos jeitos de ser que se sedimentaram em nós, e que nos levam a crer que as coisas têm de ser do jeito como são.

São as crianças que estabelecem as regras de convivência: a necessidade do silêncio, do trabalho não perturbado, de se ouvir música enquanto trabalham. São as crianças que estabelecem os mecanismos para lidar com aqueles que se recusam a obedecer às regras. Pois o espaço da escola tem de ser como o espaço do jogo:o jogo, para ser divertido e fazer sentido, tem de ter regras. Já imaginaram um jogo de vôlei em que cada jogador pode fazer o que quiser? A vida social depende de que cada um abra mão da sua vontade, naquilo em que ela se choca com a vontade coletiva. E assim vão as crianças aprendendo as regras da convivência democrática, sem que elas constem de um programa. Podemos um dia ter uma escola da ponte no Brasil?

Professora sim Tia não


Paulo Freire, desde o início de sua vida como educador, optou claramente por estar do lado dos descamisados, pois conhecia de perto as injustiças sociais que se abatiam sobre a classe menos favorecida. Foi pioneiro no Brasil, a partir de meados dos anos 60, na utilização de métodos revolucionários voltados para a alfabetização de adultos que, além de alfabetizá-los, também os politizavam. Paulo Freire foi exilado no Chile, onde continuou sua prática libertária de educação. Em 1980, retornou ao Brasil e deu continuidade às suas ideias de educação libertária e conscientizadora. Em maio de 1997, morreu vítima de um ataque cardíaco.

A alfabetização de adultos, pela qual lutou toda a sua vida, mostrando-nos como o analfabetismo é uma castração do ser humano como ser pensante; não é apenas um problema social, mas, na verdade, é uma violência contra o indivíduo. Freire enfatiza, com muita propriedade, que o analfabetismo castra o corpo consciente e falante de mulheres e homens, proibindo-os de ler e de escrever, limitando sua capacidade de fazer uma leitura do mundo e repensar sua própria leitura numa atividade reflexiva que o torne consciente de si mesmo e de sua participação no mundo.

As culturas letradas proíbem o analfabeto de participar da vida social e da plena cidadania e do crescimento e amadurecimento na construção do saber.

Professora, sim; tia, não. Logo, esclarece sua intenção ao definir o que quer transmitir com suas reflexões: que aquele que ensina é também um aprendiz e que essa atividade é prazerosa, mas igualmente exigente de seriedade, de preparo científico, de preparo físico, emocional e afetivo.

A atividade de ensinar também exige ousadia, pois requer envolvimento emocional; aprendemos com todo o corpo, com a emoção e com a razão e nunca podemos dicotomizar esses sentimentos.

O autor, então, descortina a questão que, aos olhos do senso comum, parece amorosa, qual seja tratar a professora de tia, mas, na verdade, esse tratamento esconde a ideologia da passividade do “ensinante-aprendiz”, pois resistir a uma política e uma realidade social angustiante e de sucateamento do ensino não é para seres passíveis, amorosos e parentais como a maioria das tias.

Ensinar implica educar e vice-versa, e, para tanto, é necessária a “paixão do conhecer”, que nos envolve, como diz Freire, numa busca prazerosa, mas nada fácil.

Entretanto, não é intenção do autor, com essas afirmações, desvalorizar a tia, mas valorizar a professora, não lhe retirando aquilo que lhe é fundamental: sua responsabilidade profissional, que faz parte da exigência política de sua formação, esta em estado permanente.

Concordamos com o autor quando faz essa reflexão, pois o termo “tias” carrega uma ideologia de “boas moças”, que não brigam, não resistem, não se rebelam, não fazem greve.

Ressaltamos que, assim como Freire, também não concordarmos com o uso da expressão tia para designar uma professora, em função da questão político-ideológica que se esconde por trás do termo, mas reconhecemos que existem muitas professoras que são denominadas como tias e desenvolvem excelentes trabalhos, assim como existem aquelas que são consideradas professoras e, no entanto, não fazem jus ao título.

O autor finaliza sua reflexão acerca da avaliação da prática da professora, que deve ser avaliada não para ser punida e, sim, para melhor se formar, ou seja, aprimorar a sua prática pedagógica. Entendemos que todo profissional deve ter sua prática avaliada constantemente. Prática não avaliada é fazer por fazer, fazer por costume, por cotidiano, sem consciência, e por isso mesmo atuação sem crítica e sem a prática do repensar.

A tarefa de ensinar-aprender requer militância, consciência e paixão pelo saber, profissionalismo e determinação do educador em não se deixar envolver nas sombras ideológicas que buscam minorar o seu papel diante de seus alunos e da educação de modo geral.

O autor aborda, ainda, um outro assunto interessante, quando assinala que as crianças não estão evadindo da escola, mas que, na verdade, as crianças são proibidas de estudar pela configuração social que temos e que alija os pobres do processo de conhecimento e crescimento.

As crianças pertencentes às classes menos favorecidas não evadem da escola, e sim são proibidas de estudar por causa da fome, da miséria em que vivem, da falta de escolas e de educadores de qualidade, da distância em que se encontram da escola, da necessidade de trabalhar, da falta de moradia, da estrutura social que favorece poucos e exclui muitos, não apenas no Brasil, mas no mundo.

O texto abordado é uma obra-prima e leva à reflexão profunda sobre vários temas: analfabetismo, política educacional, estrutura social, papel profissional, condição da criança e do jovem em países pobres. Paulo Freire 

expectativas não correspondidas


Os alunos sempre me questionam por quê a escola não prepara para o mercado de trabalho da mesma forma que o PET prepara. Essa é uma das conclusões de Flávia da Silva Ferreira Asbahr em sua tese de doutorado Por que aprender isso, professora? Sentido pessoal e atividade de estudo na psicologia histórico-cultural, apresentada no Instituto de Psicologia (IP) da USP. Flávia é psicóloga escolar há dez anos e conta que observava que a aprendizagem por ela mesma não era um motivo que levava os estudantes à escola. Seu estudo, cujo objetivo era investigar o sentido que as crianças atribuíam à escola e quais suas motivações para irem até lá, constatou que a ideia de um ambiente que capacita para o mercado de trabalho é muito forte.

Para a pesquisadora, as atividades realizadas pelas instituições não condizem com a visão que seus alunos têm, o que faz com que, num primeiro momento, elas percam seu sentido. Deste modo, a formação desejada acaba ocorrendo por intermédio de outros fatores. De acordo com ela, o nosso modelo escolar é muito antigo e tradicional, e nem sempre a forma com que o conteúdo é trabalhado reflete as necessidades das crianças ou adolescentes. Não é que elas não se interessam, é o jeito que é passado que as deixa distante de suas realidades. Se pensarmos nos padrões das antigas fábricas percebemos essa relação de forma muito presente, a disposição das cadeiras, o jeito de agir do docente, a incitação do aluno a participar das atividades de forma a tornar-se agente social e político do processo de construção do conhecimento.

Para o estudo, a psicóloga passou um ano junto a uma sala da quarta série do ensino fundamental de uma escola pública municipal de São Paulo. Flávia explica que na quarta série as crianças já estão no fim de um ciclo escolar e possuem capacidade para fazer uma análise de seu ambiente de estudo. Neste período, a pesquisadora observou o cotidiano das crianças, criou situações orientadas de aprendizagem, realizou atividades em grupo para que os alunos pudessem falar sobre o tema por meio de brincadeiras e, por fim, fez entrevistas individuais com a professora e algumas crianças. Flávia também surpreendeu-se com a importância dos vínculos de     amizade. Segundo ela, o papel dos amigos é muito forte e eles são um motivo para ir à escola, o que acaba entrando em contradição com o método utilizado: "as crianças chegam, tem de sentar separadas dos amigos, não podem conversar. Ou seja, não se incentiva esse vínculo, é tudo muito individual. Na escola, as características próprias da criança não são aproveitadas, elas não aprendem a trabalhar em grupo", acrescenta. A psicóloga acredita que a maior contribuição de sua pesquisa foi mostrar o que as crianças têm a dizer sobre o ambiente que frequentam e o modelo educacional, mostrando a opinião delas e sua contribuição. "Há muitas políticas educacionais que olham por fora da escola, mas deveriam olhar por dentro. Ao menos teoricamente, a escola tem que servir às crianças, por isso é importante saber o que elas pensam". Além disso, ela vê em sua tese uma contribuição para os professores pensarem suas práticas, já que, sabendo o que os alunos pensam, fica mais fácil bolar atividades que correspondam às suas expectativas com a escola. Por esse motivo que o programa que Coordeno atrai tantos jovens, com uma proposta criativa e inovadora, o jovem acaba se identificando, damos voz ao adolescente nesse processo e ele percebe isso, tornando-se parte do projeto e construindo junto com o docente de aprendizagem.

Especialista faz ressalvas ao uso de tablets em escolas



O uso de tablets, notebooks, celulares para substituir livros didáticos pode até piorar o aprendizado dos alunos caso os professores não mudem a maneira como trabalham os conteúdos. Ou seja, de nada adianta toda essa parafernália digital, se o professor continuar com o mesmo método arcaico e ultrapassado de abordar os alunos e desenvolver suas aulas. Podemos evidenciar que a tecnologia ainda não está à altura do aprendizado da escola ainda. Hoje a maior parte dos docentes não estão preparados para suportar os alunos de posse de Tablets em sala de aula, a maior preocupação dos docentes fica restrito com o cuidado do aparelho, por ser muito caro o aparelho poderá ser danificado e também com o receio dos alunos começarem a jogar um jogo qualquer desvirtuando da proposta da aula. Diante dessa situação, como podemos pensar a incorporação dessas tecnologias dentro da sala de aula no cotidiano escolar. Penso que o aluno poderia ser provocado a utilizar o tablets, o celular, para tirar fotos ou filmar um determinado fato ou situação real, e depois de posse dessa informação, preparar em equipe um trabalho, e o docente na figura de mediador propor que as discussões fossem levadas para sala de aula alinhada com as competências que o docente espera que o aluno alcance naquela atividade, será que nossos docentes estão se preparando para esse momento?








sábado, 23 de julho de 2011

O futuro das organizações: Mundo Verde


No mundo verde, por sua vez, as empresas estarão orientadas a trabalhar para o cliente. Nestes casos, o sucesso das empresas é caracterizado pelas suas credenciais sócio-ambientais, o que significa que os incentivos não estarão relacionados apenas à remuneração. De acordo com a pesquisa, a liderança e direcionamento da gestão de pessoas ficarão por conta do CEO, e a legislação trabalhista influenciará (e muito) o comportamento dos funcionários.
Representante deste cenário, a diretora executiva de Desenvolvimento de Pessoas do Banco Real, Mônica Cardoso, falou que a receita está na junção ética, profissionalismo e sustentabilidade. Não acreditamos na formação das pessoas, e sim na identificação de seus valores, opinou. O individuo, seja ele qual for, tem que estar no centro da estratégia.


O futuro das organizações: Mundo Azul


No mundo azul as estratégias de carreiras estarão cada vez mais complexas, e o tema risco em gestão de pessoas será levado mais a sério. Além disso, as relações serão baseadas em metas de receita e lucro, e os padrões dentro das organizações serão estereotipados e cada vez mais estabelecidos.
A preocupação na retenção de talentos ser muito mais visível. As empresas do mundo azul irão diferenciar-se pelos benefícios dados aos funcionários, mas por outro lado, estes serão obrigados a destacarem-se melhor nos resultados, para não correrem o risco de serem descartados.
Para Alessandro Bonorino, diretor de Recursos Humanos da IBM e representante do mundo azul, a cultura organizacional é fundamental nessas horas. Segundo ele, o RH da empresa tem foco principalmente em desenvolvimento, tanto interno quanto externo. Nós somos os gestores do crescimento. O futuro é hoje. As empresas estão buscando novos profissionais ainda no ensino médio.

Educação Inclusiva e aí?


O novo professor convergem: para a educação inclusiva e a voltada para a cidadania, que abrem portas em projetos humanitários de agências internacionais e Organizações não governamentais. "A escolha de trabalhar em projetos sociais, hospitais ou comunidades carentes com pessoas desfavorecidas tem muito mais relação com a vocação do educador do que com uma busca por melhores salários, isso fica evidente ao observar o trabalho dos docentes dentro desses projetos, que muitas vezes no silêncio de suas ações tiram dinheiro de seus próprios bolsos para garantir que alguns alunos sem condições nenhuma possa vivenciar e experimentar outros ambientes, tais como: teatro, cinema e visitas a empresas para que começem a desenvolver o sentimento de pertencoimento ao sociedade. Veja a diferença de salários com relação aos docentes que resolvem trabalhar com Educação Inclusiva nas comunidades. Nos colégios privados considerados de excelência, um professor que tem três anos de experiência e fluência em língua estrangeira recebe, em média, R$ 6.000 mensais por 40 horas semanais. Sem experiência, mas com boa formação, incluindo uma especialização, a renda mensal alcança R$ 3.000.
Conheço docentes que atuam em comunidades carentes que não percebem nem ao menos R$ 1.000,00, e jamais querem desistir de atuar neste espaço.